Se não achar motivos, invente-os. Se não achar desculpas, ajeite-as. Se não souber como perdoar, aceite. Se não puder silenciar, grite. Se não puder gritar, crie pensamentos. Se não puder lutar, arrume forças. Se não puder recomeçar, refaça a história. Se não puder… Dê um jeito. Para tudo se tem um bom começo, mas nada que tire o encanto de um belo desfecho.
Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?
- E a nossa história, como fica?
- Apenas compreenda que a introdução são as minhas palavras e a conclusão, minhas atitudes.
- E o desenvolvimento?
- Quem faz é você.
Sou do time se-quer-falar-fala-logo. É bem melhor chegar e dizer logo a que veio. Sem nenhuma máscara ou algo do gênero. Abrir e boca e deixar o coração fazer o resto. Porque bom mesmo é quem fala com o coração.
Passado, presente e futuro. Existe momentos em seu passado que você nomeia de passado perfeito, aquele momento em que você daria tudo para reviver novamente. Há momentos no seu presente que você se arrepende por ter pedido algo no seu passado, algo que você planejou um futuro incerto, mas ainda sim um futuro. Há momentos no seu presente que você deseja que o seu futuro seja com o complemento daquele algo do seu passado. Pois quando esse passado era presente, seu futuro era mais contente.